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Porque Employee Experience reduz a sinistralidade no longo prazo

Sinistralidade alta quase nunca é azar. É o resultado somado de milhares de decisões pequenas que os colaboradores tomam sobre a própria saúde, e a maior parte dessas decisões é tomada no escuro.

O colaborador decide com o que tem à mão

Quem sente um sintoma e não sabe para onde ir acaba no pronto-socorro. Quem não consegue marcar com um clínico em prazo razoável vai direto ao especialista, muitas vezes ao especialista errado. Quem não tem acompanhamento de uma condição crônica só aparece no sistema quando ela descompensa, e aí o evento já é caro.

Nenhuma dessas escolhas é má-fé. São escolhas de quem não tinha alternativa visível no momento em que precisou. É exatamente aí que experiência do colaborador deixa de ser tema de clima organizacional e vira variável de custo.

Os quatro pontos onde experiência vira sinistralidade

Porta de entrada. Quando existe um canal fácil e rápido de primeiro contato, atenção primária bem estruturada ou telemedicina com resposta em minutos, boa parte do que iria para o pronto-socorro se resolve antes. O pronto-socorro é a porta mais cara do sistema e costuma ser a mais usada justamente por ser a mais óbvia.

Saúde mental. Sofrimento psíquico não tratado aparece na conta por caminhos indiretos: afastamentos, queixas somáticas que geram investigação repetida, agravamento de condições clínicas existentes. Acesso rápido a apoio psicológico é um dos investimentos com efeito mais visível no médio prazo.

Condições crônicas. Hipertensão, diabetes e obesidade respondem por uma fatia relevante do gasto de qualquer carteira madura. A diferença entre um crônico acompanhado e um crônico solto não aparece em um trimestre, aparece em dois ou três anos, e aparece de forma grande.

Navegação. Saber para onde ir, com quem falar e o que está coberto evita consulta duplicada, exame repetido e peregrinação entre especialidades. Orientação é barata; desorientação não é.

Por que o efeito demora

Essa é a parte que costuma frustrar. Programa de saúde não corta custo no mês seguinte. No começo, quase sempre acontece o contrário: você dá acesso a quem não tinha, e pessoas que adiavam cuidado passam a procurar atendimento. A utilização sobe antes de cair.

O ganho aparece quando o que foi detectado cedo deixa de virar evento grave depois. Isso é um ciclo de anos, não de meses, e é por isso que empresas que trocam de estratégia a cada renovação raramente colhem resultado: interrompem a curva sempre no ponto em que ela ainda está subindo.

O que medir enquanto o resultado não chega

Se a sinistralidade só responde no longo prazo, é preciso acompanhar indicadores intermediários para saber se o caminho está certo:

  • Proporção de atendimentos que entram pela atenção primária ou telemedicina, comparada aos que entram pelo pronto-socorro.
  • Adesão real aos programas, não apenas número de inscritos.
  • Cobertura de acompanhamento entre os crônicos identificados.
  • Tempo médio entre a busca por atendimento e o atendimento efetivo.
  • Uso dos canais de saúde mental.

Esses números se mexem em meses e antecipam o que a sinistralidade vai mostrar depois.

O ponto que costuma passar batido

Employee experience e redução de custo são tratados como objetivos em tensão, como se cuidar melhor das pessoas fosse necessariamente gastar mais. Na saúde corporativa a relação é mais frequentemente a inversa: o desenho que gera experiência ruim, acesso difícil, orientação nenhuma, espera longa, é o mesmo desenho que empurra o colaborador para a porta mais cara do sistema.

Quer avaliar onde a sua carteira está perdendo dinheiro por falta de acesso? Fale com um especialista da Trebian.

Logotipo da Trebian, corretora de benefícios de saúde

Jefferson Santiago

Há 19 anos no mercado de seguros, passei 13 anos em seguradora como especialista em reajustes de plano de saúde e há 6 anos fundei a Trebian, onde sou CEO e diretor especialista em negociação e gestão de benefícios empresariais.

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