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Como saber se minha estratégia de benefícios está aderente às tendências de RH

Aderência a tendências de RH não se mede pelo tamanho do cardápio de benefícios. Uma empresa pode oferecer doze itens e estar defasada, e outra pode oferecer quatro e estar exatamente onde precisa estar. O que separa as duas é se o pacote responde ao que as pessoas daquela empresa efetivamente precisam.

Seis perguntas que revelam a defasagem

Antes de comparar seu pacote com o de qualquer outra empresa, responda a estas:

  • Você sabe quais benefícios são realmente usados? Não contratados, usados. Benefício com adesão baixa é custo sem retorno e sinal de que alguém escolheu por intuição.
  • O pacote é o mesmo para todo mundo? Uma pessoa de 24 anos sem dependentes e uma de 47 com dois filhos não têm a mesma necessidade. Pacote único trata perfis diferentes como se fossem iguais.
  • Existe alguma oferta estruturada de saúde mental? Esse deixou de ser diferencial e passou a ser expectativa básica, especialmente entre profissionais mais jovens.
  • O colaborador sabe o que tem? Benefício que ninguém entende não é usado, e benefício não usado não retém ninguém.
  • Você mede alguma coisa além do custo? Se o único indicador é quanto se gasta, não há como saber se o dinheiro está bem colocado.
  • Quando foi a última revisão do desenho? Pacote que não muda há três anos foi desenhado para uma empresa que provavelmente não existe mais.

O que mudou no que as pessoas esperam

Alguns deslocamentos são consistentes o suficiente para servir de referência.

De volume para relevância. A pergunta deixou de ser quantos benefícios a empresa oferece e passou a ser se ela oferece os que importam para aquela pessoa naquele momento da vida.

De reembolso para acesso. Ter cobertura e conseguir atendimento são coisas diferentes. Tempo até o atendimento virou parte central da percepção de qualidade.

De físico para integral. Saúde mental, financeira e física passaram a ser tratadas como um conjunto, porque é assim que elas se comportam na vida real.

De anual para contínuo. A revisão que acontecia uma vez por ano, na renovação, dá lugar a acompanhamento permanente de uso e de custo.

Sinais claros de que o pacote envelheceu

  • Benefícios com adesão abaixo de um quinto do público elegível, mantidos ano após ano.
  • Sinistralidade subindo sem que ninguém saiba explicar de onde vem.
  • Reajuste aceito sem discussão técnica, porque não há dado para discutir.
  • Saúde mental ausente ou limitada a um canal que ninguém procura.
  • Pesquisa de clima apontando benefícios como ponto fraco enquanto o orçamento cresce.
  • Desligamentos em que o pacote aparece como motivo.

Três ou mais desses sinais juntos indicam que o problema não é de ajuste fino, é de desenho.

Como fazer o diagnóstico sem virar um projeto de seis meses

Começa pelos dados que você já tem: relatório de utilização por benefício, sinistralidade por faixa, distribuição etária e de dependentes, histórico de reajustes. Isso já mostra onde o dinheiro está e onde ele não está sendo usado.

Depois vem o que só as pessoas podem dizer: uma consulta curta e direta sobre o que usam, o que não sabiam que tinham e o que sentem falta. Não precisa de instrumento sofisticado, precisa de perguntas honestas.

Cruzando as duas coisas aparece a lista do que cortar, do que manter e do que falta. Esse costuma ser o exercício de maior retorno por hora investida em toda a gestão de benefícios, e raramente leva mais que algumas semanas.

Quer fazer esse diagnóstico com apoio de quem olha esses números todo dia? Fale com um especialista da Trebian.

Logotipo da Trebian, corretora de benefícios de saúde

Jefferson Santiago

Há 19 anos no mercado de seguros, passei 13 anos em seguradora como especialista em reajustes de plano de saúde e há 6 anos fundei a Trebian, onde sou CEO e diretor especialista em negociação e gestão de benefícios empresariais.

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